Até
quinta-feira da semana passada, Aécio estava à frente de Dilma (51% a
49%) na disputa pela Presidência da República, embora no limite da
margem de erro. Nos cinco dias seguintes, porém, caiu um ponto no
Sudeste e Dilma cresceu cinco, perdeu dois no Sul e a presidente, um;
perdeu dois no Nordeste e Dilma cresceu três, perdeu nove no Centro
Oeste e a presidente cresceu seis, e perdeu um no Norte, ao passo que a
petista cresceu quatro. Enquanto isso, a avaliação positiva do governo
Dilma subiu para 42% e a negativa caiu para 20%, a menor desde novembro
de 2013. Para completar o rol de notícias ruins para o tucano, a
vantagem dele nas grandes cidades caiu de nove para um ponto percentual e
sua taxa de rejeição ultrapassou a de Dilma (40% x 39%), tudo segundo o
Datafolha. Como o único fato relevante que houve no período foi o
debate do STB, conclui-se que o Aécio agressivo que apareceu na TV foi a
causa da queda.
O marketing e a política
O “marketing” é um complemento da “política”, mas não deve
jamais substituí-la. Candidato que permite isto geralmente se ferra.
Aécio, neto de Tancredo Neves, construiu a imagem de político suave em
mais de 30 anos de vida pública. No debate do SBT, porém, foi na onda
dos seus marqueteiros e classificou Dilma de “leviana” e “mentirosa”.
Desconhece o verso de Capiba segundo o qual “em mulher não se bate nem
com uma flor”. E perdeu 4% do eleitorado feminino.
Por Inaldo Sampaio

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Mateus 7
1-Não julgueis, para que não sejais julgados. 2-Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós. …