
Foto: Guga Matos/JC Imagem Foto: Guga Matos/JC Imagem
Em Pernambuco, a notícia do aumento de 13,01% no piso salarial dos professores da educação básica foi bem recebida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe). Para o coordenador geral do Fórum Nacional de Educação e diretor do sindicato, Heleno Araújo, o reajuste é uma vitória para a categoria, no entanto, a luta por melhores salários ainda tem um longo caminho.
O salário do docente da rede pública do País, do ensino infantil ao médio, com jornada de 40 horas semanais, passou dos atuais R$ 1.697 para R$ 1.917,78. "Esse valor deve ser tido apenas como referência. O ideal é que o salário seja maior para que o professor possa ter um vínculo exclusivo com uma escola", avaliou Heleno Araújo. Atualmente, de acordo com o sindicato da categoria, Pernambuco vem cumprindo os valores estabelecidos pelo piso nacional dos professores.
Apesar disso, para o diretor do Sintepe, o salário ideal para o professor de nível médio estaria em torno dos R$ 3 mil, já o docente com ensino superior deveria receber cerca de R$ 4,5 mil. Tendo em vista esses valores, Heleno Araújo alerta que o aumento em Pernambuco deve ser ainda maior do que o que foi anunciado pelo Governo Federal.
"Aqui o novo governador Paulo Câmara prometeu dobrar o salário do professor até o final dos quatro anos de governo, para isso, só esse ano o aumento tem que ser de 25%. Se o Governo Federal já deu 13%, agora faltam 12% do Estado", explicou Heleno Araújo. Ele ainda alerta que, para que Pernambuco possa pagar os vencimentos prometidos, é preciso planejamento. "Se eles [Governo Estadual] dizem que a Educação é prioridade, é preciso tomar medidas para que essa promessa saia do papel", comentou.
O percentual do aumento foi divulgado na tarde desta terça-feira (6) pelo Ministério da Educação e segue fórmula estabelecida em lei de 2008. No ano passado, o reajuste foi de 8,34%. De acordo com levantamento mais recente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), de maio do ano passado, 10 Estados ainda pagam abaixo do piso. (N10)
Quarta, 07 de Janeiro de 2015 - Postado por Elismar Rodrigues

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