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07 janeiro 2015

Polo Gesseiro do Araripe deve reduzir impactos ao meio ambiente


A ideia é eliminar o uso de lenha da APA do Araripe por meio de áreas de manejo sustentável
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No Polo Gesseiro do Araripe são gerados 13,9 mil empregos diretos e 69 mil indiretos

Crato Um projeto objetivando a Eficácia Energética e Produção mais Limpa da Cadeia Produtiva do Gesseiro poderá se transformar em um dos mais importantes equipamentos para o combate do desmatamento na região do Cariri, avaliam ambientalistas. Desenvolvido por técnicos da Fundação Araripe, sediada neste município, o trabalho está sendo efetivado na região pernambucana de Araripe, onde está concentrado o Polo Gesseiro daquele Estado. O projeto tenta pactuar com empresas que atuam no processo de calcinação da gipsita, etapa de produção do gesso na qual o minério é submetido a altas temperaturas, o uso exclusivo de madeira legalizada, advinda de áreas de plantio ambiental, a chamada lenha de manejo.

Ambientalistas explicam que durante tal processo há necessidade de produzir grande quantidade de energia, na maioria das vezes proveniente de madeira de espécies nativas retiradas da Caatinga. O material, muitas vezes, é proveniente da extração da madeira nativa dentro de Áreas de Proteção Ambiental (APA), no interior da Floresta Nacional do Araripe, em Crato.

A matriz energética da indústria do gesso no Polo de Pernambuco é diversificada. São utilizados, aproximadamente, 3% de energia elétrica, 5% de óleo diesel, 8% de óleo BPF (baixo poder de fusão), 10% de coque e 73% de lenha (as indústrias de pequeno porte usam, exclusivamente, a lenha como fonte energética).


"A intenção é incutir junto às empresas que atuam no Polo Gesseiro do Araripe a utilização de madeira limpa, legalizada, evitando, deste modo, que haja continuidade de desmatamento e da comercialização da madeira extraída ilegalmente de áreas de proteção. Estamos buscando fazer com que grande quantidade de lenha utilizada no Polo Gesseiro de Pernambuco seja trazida de áreas de manejo existentes na região do Cariri", informou o técnico da Fundação Araripe, Renio Leite, responsável pelo acompanhamento do projeto.

Ele explicou que o Projeto Eficácia Energética e Produção mais Limpa da Cadeia Produtiva do Gesseiro tem se pautado por várias atividades, como o workshop Conexões Sustentáveis - Pacto de Sustentabilidade da Matriz Energética, por exemplo, realizado recentemente, com a finalidade de promover a sustentabilidade daquela região e obter as percepções do setor sobre as políticas relacionadas ao tema. O evento contou com a presença dos setores da sociedade, como o setor público, a academia e a sociedade civil.

"O whorkshop pode ser avaliado como uma ferramenta importante na construção deste diálogo que a Fundação Araripe está realizando com os empresários do setor no Polo Gesseiro. Muita gente, inclusive, já sinaliza a intenção de também apoiar o projeto", revelou o técnico da Fundação, explicando, também, que mesmo sendo ambientalmente menos poluente, o uso da lenha tem causado danos significativos ao meio ambiente, ocasionados pela crescente devastação da vegetação nativa, na maioria das vezes sem um planejamento para uso sustentável e de forma ilegal.

No workshop, realizado no Auditório do Sebrae, na cidade de Araripina (PE), no fim de novembro passado, foi apresentado o Pacto de Sustentabilidade do Polo Gesseiro na região do Araripe. O documento é visto por ambientalistas e simpatizantes como inovador no Brasil e no mundo, capaz de oferecer sustentabilidade para a região. O trabalho desenvolvido por meio da Fundação Araripe tem como órgãos apoiadores e financiadores o Fundo Social Ambiental, vinculado à Caixa Econômica; e o Fundo Nacional do Meio Ambiente, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA). Como parceiros, o projeto conta com o Centro Industrial Sustentável (Cepis), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), além do Sindicato da Indústria do Gesso do Estado de Pernambuco (Sindusgesso) e Associação Nacional dos Fabricantes e Comerciantes de Gesso e seus Derivados (Assogesso).

A matéria-prima para a indústria do gesso é a gipsita. O Brasil se destaca em reservas desse minério, com potencial de produção estimado em 1.452.198.000 toneladas, sendo que 93% dessas reservas estão concentradas nos Estados da Bahia (44%), Pará (31%) e Pernambuco (18%), ficando o restante distribuído entre o Maranhão, Ceará, Piauí, Tocantins e Amazonas. A porção das reservas que apresenta melhor condição de aproveitamento econômico está situada na região do Araripe, na divisa dos Estados do Piauí, Ceará e Pernambuco, com destaque para as de Pernambuco, que produzem em torno de 97% do gesso consumido no País.

No Polo Gesseiro do Araripe são gerados 13,9 mil empregos diretos e 69 mil indiretos, resultantes da atuação de 42 minas de gipsita, 174 indústrias de calcinação e cerca de 750 indústrias de pré-moldados, que geram um faturamento anual de R$ 1,4 bilhões/ano, conforme dados do Sindusgesso.

Roberto Crispim
Colaborador

Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/

Quarta, 07 de Janeiro de 2015 - Postado por Elismar Rodrigues

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