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11 janeiro 2015

Pernambuco é um dos quatro estados que conseguiram alcançar os índices do Ideb no Brasil

Eu acredito na educação e estou plenamente satisfeito com a escolha do governo de ser Pátria Educadora, mas…
Por Julio Borba*

O IDEB é considerado o principal indicador educacional do Brasil. O índice é calculado a cada dois anos e as notas são contabilizadas em uma escala de zero a dez. O Brasil tem apenas quatro estados (Amazonas, Goiás, Pernambuco e Piauí) que conseguiram alcançar os índices previstos para os anos iniciais do ensino fundamental e médio. Porém hoje, o grande problema dos estados é conseguir repetir a façanha de cumprir as metas estabelecidas no Ideb. Educação ainda é ato de cunho apenas político. Programas educacionais não são plenos e servem apenas para enaltecer o poder midiático de ser o melhor neste campo.

A falta de alinhamento governamental para educação faz com que investimentos nesta área sejam destinados com fim de melhoria da imagem política do estado. Pura ilusão. A regra de entrar governante e sai governante causa imensos prejuízos aos cidadãos que passam a participar de novas e renovadas propostas mirabolantes para alcançar em quatro anos os melhores índices. O problema é que ao mudar o governante logo são trocadas as cores das escolas e surge o velho discurso que agora tudo vai dar certo. Mas, nada vale a pena se não for sustentável e sem prazo para findar.

Conseguir ser uma pátria educadora requer mais do que discurso, requer vontade “não política”, aquela de investir em prol da população, sem esperar que os resultados venham em míseros quatro anos. Educação é investimento contínuo e de longo prazo e todos estão cansados de saber que deve investir na base para colher frutos após dez ou vinte anos. Mas no Brasil é difícil um projeto para educação não ser encoberto de vários outros planos políticos enrustidos. O lobby é grande junto aos legisladores e ao próprio governo. Por isso, será difícil ser pátria educadora enquanto durar com personagens envolvidos que possuem pensamento avarento.


Mas eu acredito na educação e estou plenamente satisfeito com a escolha do governo. Espero que dessa vez a escolha seja por investir para educar os cidadãos continuamente e não para encobrir falhas de mão de obra desqualificada. Torço para que as escolas e comunidades sejam transformados em locais de aprendizagem para a vida. Espero que sejam banidos os projetos de escolas modelos (ou núcleos de faz-de-contas), pois estas apenas excluem as outras 99% existentes, tirando a oportunidade de oferecer educação ao maior número de pessoas. Creio que sem ajuda da população nada será alcançado, pois educação não é obrigação apenas do governo, mas de todos. Rezo, para que a corrupção seja banida do Brasil e principalmente da educação. Aposto na gestão como único recurso possível e que o pensamento do fazer mais com menos seja prioridade no nosso País de tantos recursos e escassa vontade.

Se dessa vez o Brasil se transformar em pátria educadora certamente teremos futuro. De outra forma será melhor assinar o atestado de incompetência e jogar a toalha.PENOTÍCIAS

*Julio Borba é: Educador com experiência em gestão de instituições de ensino superior, técnico e profissionalizante. Mestre em Neurociências pela UFPE, possui Especializações em Foniatria e em Distúrbios da Comunicação Humana pela UNIFESP/EPM.

Domingo, 11 de Janeiro de 2015 - Postado por Elismar Rodrigues

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