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12 janeiro 2015

Bacia Leiteira de Pernambuco ainda é castigada pela seca

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Erivânia Camelo é gerente geral da Adagro

Quase três anos depois da pior estiagem dos últimos 40 anos, a bacia leiteira do Estado ainda sente seus efeitos. As chuvas que chegam às regiões não são suficientes para elevar a capacidade hídrica dos reservatórios e nem para recuperar o plantio da palma - alimento do gado que foi praticamente destruído pela praga conchonilha. Essas dificuldades vêm impedindo que os produtores expandam seus rebanhos, localizados em áreas do Sertão e do Agreste pernambucano, e, assim, elevem sua capacidade produtiva de leite.
De acordo com a gerente geral da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro), Erivânia Camelo, essa realidade é sentida nos números. Em novembro de 2011, havia 2,5 milhões de gados de leite no Estado. Dois anos depois, esse quantitativo caiu para 1,8 milhão e, praticamente, se manteve até os dias atuais. Hoje, segundo o órgão, detemos de 1,9 milhão de animais produtores. “O número praticamente se manteve após a grande seca. Sem mudanças expressivas”, lamentou.

O fator “queda na taxa de natalidade” também é um impasse para a reprodução célere desses animais. No sertão, por exemplo, para cada 100 vacas em idade de reprodução, apenas 25 chegam a dar a luz. Lá, 310 mil vacas estão em idade de reprodução e 71 em estado de lactação. No Agreste, a situação é mais otimista, já que a presença dos animais é maior, com 484 mil em período de reprodução e 190 em lactação. Ou seja, para cada 100 vacas na fase de procriação, 39 estão parindo suas crias.

O cenário de retração, contudo, afeta a atual produção de leite do Estado, que hoje apresenta pouca diferença se comparado à época de seca. Naquela ocasião, o Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Estado de Pernambuco (Sindileite) informou estar produzindo apenas 45% da média, ou seja, menos de um milhão de litros de leite por dia, quando em 2011 a produção era 2,2 milhões de litros diariamente. Em 2014, a produção registrada foi na casa de 1,6 milhão e de 1,8 milhão de leite por dia em 2015.

A solução para mudar esse quadro está na volta regular das chuvas e na instituição de políticas públicas para incentivar a recuperação do rebanho, assim como em estímulos para o plantio da palma forrageira. “Atualmente, o Estado distribui mudas, mas a quantidade ainda é tímida diante da necessidade. Por isso, seria interessante ampliar o montante de forragens, de milho e de sorgo forrageiro”, sugeriu. Outra proposta, na análise de Erivânia, deve-se à promoção do setor por meio de financiamento bancário para o plantio.PENOTICIAS

Segunda, 12 de Janeiro de 2015 - Postado por Elismar Rodrigues

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