A escolha de Janine para o MEC foi anunciada há pouco mais de uma semana e elogiada por acadêmicos, parlamentares e ex-ministros que chefiaram a pasta.
Janine Ribeiro assume o ministério no lugar de Cid Gomes, que pediu demissão após conflito com deputados
em sessão da Câmara. Na ocasião, o ex-governador do Ceará disse que
parlamentares “oportunistas” deveriam sair do governo, episódio
classificado como “incidente político grave” pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante.
A
cerimônia de posse do novo ministro da Educação ocorreu no Palácio do
Planalto, em Brasília. Esta foi a terceira troca no primeiro escalão do
governo desde o início do segundo mandato da presidente Dilma.
Em fevereiro, Roberto Mangabeira Unger assumiu o comando da Secretaria de Assuntos Estratégicos no lugar de Marcelo Néri e, na semana passada, Edinho Silva passou a chefiar a Secretaria de Comunicação Social e substituiu Thomas Traumann.
No
discurso no evento, Dilma disse também que a ida de Janine para o
Ministério é uma “feliz novidade” e que a escolha do nome dele traduz
“em simbolismo” a prioridade que o governo dá para a área da educação.
“Para
consolidar a construção do desafio de uma pátria educadora [...] eu
convidei um professor, um apaixonado pela educação. Renato Janine
Ribeiro é uma feliz novidade”, afirmou Dilma. “Ele é um ministro
educador em uma pátria educadora. [...] Sua escolha traduz em simbolismo
minha maior prioridade nesses quatro anos.”
Programas ‘essenciais’ do MEC
Ao longo dos cerca de 20 minutos de discurso, Dilma defendeu a necessidade de promover ajustes fiscais na economia brasileira para tentar tirar o país da crise, mas garantiu que os principais programas na área de educação não serão alvo dos cortes de despesas.
Ao longo dos cerca de 20 minutos de discurso, Dilma defendeu a necessidade de promover ajustes fiscais na economia brasileira para tentar tirar o país da crise, mas garantiu que os principais programas na área de educação não serão alvo dos cortes de despesas.
A
presidente acrescentou que o governo continuará a ampliar a oferta de
ensino em tempo integral, sobretudo em áreas com maior incidência de
violência.
“Eu garanto que a
necessidade imperiosa de promover avanços na economia, com corte de
gastos, não afetará os programas essenciais e estruturantes do
Ministério da Educação”, afirmou.
A
presidente ressaltou ainda que não haverá recuo na política de garantir
acesso ao ensino superior nem na de concessão de bolsas para
universitários fazerem intercâmbio no exterior. Conforme a petista, o
programa Ciência Sem Fronteiras continuará levando jovens “a estudar nas
melhores universidades do mundo”.
Em
relação ao Fies, Dilma afirmou que “terá continuidade”, com ganho de
qualidade e mais controle pelo estado, o programa de financiamento
estudantil do governo federal. Embora estudantes estejam enfrentando
dificuldades para renovar os contratos do Fies, a presidente assegutrou
que todos os contratos existentes até 2014 estão sendo renovados.
“Se
somarmos contratos do Fies às novas bolsas do ProUni e aos aprovados no
Sisu, apenas nos primeiros três meses de 2015 propiciamos o acesso de
628 mil brasileiro ao ensino superior”, disse.
A
chefe do Executivo também garantiu que o governo manterá a meta de
universalizar o acesso das crianças de 4 e 5 anos à escola até 2016,
conforme prevê o Plano Nacional de Educação. “Vamos continuar ampliando
oferta de ensino em tempo integral, sobretudo nas áreas com maior
incidência de violência”, acrescentou.
Petrobras
A presidente também lembrou a sanção do Plano Nacional de Educação (PNE) e a aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto que destina 75% dos royalties do petróleo do pré-sal para investimentos em educação pelo país.
A presidente também lembrou a sanção do Plano Nacional de Educação (PNE) e a aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto que destina 75% dos royalties do petróleo do pré-sal para investimentos em educação pelo país.
Nesse momento, Dilma disse
que a luta pela “recuperação” da Petrobras está em curso e é um
compromisso do governo dela. Segundo a petista, o que “está em jogo” é a
soberania do país e o futuro da educação brasileira.
“Tenho
certeza que a luta para a recuperação da Petrobras está em curso. Falo
tanto da recuperação, e a luta é minha, do meu governo. Tenho certeza
que interessa a todo o povo brasileiro. O que está em jogo nessa luta em
defesa da Petrobras e do controle do pré-sal é nossa soberania, é o
futuro do nosso país e da nossa educação”, disse a presidente.
Perfil
Doutor em filosofia, Renato Janine Ribeiro ensinava ética e filosofia política na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Entre os cargos que ocupou está o de presidente da Comissão de Cooperação Internacional da USP (CCInt), entre 1991 e 1994, e secretário e conselheiro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), entre 1997 e 1999.
Doutor em filosofia, Renato Janine Ribeiro ensinava ética e filosofia política na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Entre os cargos que ocupou está o de presidente da Comissão de Cooperação Internacional da USP (CCInt), entre 1991 e 1994, e secretário e conselheiro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), entre 1997 e 1999.
Também foi
diretor de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (Capes), de 2004 a 2008, quando coordenou mais de 2,5 mil
cursos de mestrado e doutorado do Brasil.
Janine
Ribeiro publicou diversos livros na área de filosofia e ciência
política, entre os quais “A sociedade contra o social: o alto custo da
vida pública no Brasil”, obra vencedora do Prêmio Jabuti 2001 na área de
ensaios e ciências humanas.
Em
entrevista à edição de março da revista “Brasileiros”, o novo ministro
da Educação afirmou que a presidente Dilma não faz política, tem uma “concepção de governo autoritária” e não dá autonomia aos ministros.
Divisão partidária
Após participar de cerimônia no Palácio do Planalto no mês passado, a presidente Dilma negou que haja reforma ministerial e afirmou que, após a saída de Cid Gomes, o MEC não entraria na divisão partidária do governo, já que, segundo ela, trata-se de um dos ministérios “mais importantes do país”.
Após participar de cerimônia no Palácio do Planalto no mês passado, a presidente Dilma negou que haja reforma ministerial e afirmou que, após a saída de Cid Gomes, o MEC não entraria na divisão partidária do governo, já que, segundo ela, trata-se de um dos ministérios “mais importantes do país”.
“O
MEC não é dado para ninguém. O MEC é um dos ministérios mais
importantes do país porque eu tenho o compromisso de construir um
caminho para a educação brasileira dando mais passos do que nós já
demos”, afirmou na ocasião, após ser questionada sobre se, com a saída
de Cid Gomes, a pasta seria “devolvida” ao PT ou “entregue” ao PMDB.
Fonte: G1
Segunda, 06 de abril de 2015 – Postado por Elismar Rodrigues

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1-Não julgueis, para que não sejais julgados. 2-Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós. …