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13 novembro 2014

Com doença rara, menina que passou a usar Canabidiol tem melhora notável

A substância não garantiu apenas que as crises zerassem, mas ofereceu oportunidades para a menina e para a família Fischer
Katiele e Norberto Fischer com Anny (E) e Júlia: a história da família mudou a partir da primeira dose de CBD  (Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
Roberta Pinheiro

Maria de Fátima de Bortoli Andrade, 62 anos, via na cama uma bonequinha de pano que não se mexia. Há um ano, essa era a imagem que a avó encontrava no quarto da neta, Anny Fischer, 6 anos. Nas lembranças de Maria Fátima, a menina não chorava nem sorria. Era uma criança sem reações, que não reclamava, que mal comia ou dormia. Tudo isso porque Anny, que sofre de um problema genético raro, tinha, em média, 60 convulsões por semana. As crises eram provocadas por um tipo de epilepsia grave e sem cura, causada pela síndrome CDKL5.

Katiele e Norberto Fischer com Anny (E) e Júlia: a história da família mudou a partir da primeira dose de CBD  (Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
Katiele e Norberto Fischer com Anny (E) e Júlia: a história da família mudou a partir da primeira dose de CBD


Em novembro do ano passado, Anny tomou a primeira dose de Canabidiol (CBD), substância derivada da Cannabis sativa, a planta da maconha. A essa altura, a família ainda importava ilegalmente o produto. Apesar da preocupação da avó em iniciar o novo tratamento, essa era a opção para ver se Annynha melhorava. A partir desse dia, a história da família mudou. Os verbos que definiam os momentos de tensão e de angústia ficaram no passado e a bonequinha de pano ganhou vida. A substância não garantiu apenas que as crises zerassem, mas ofereceu oportunidades para a menina e para a família Fischer. Somente em abril último, eles conseguiram a autorização na Justiça para importar legalmente o CBD.

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Nas palavras do pai de Anny, Norberto Fischer, 46 anos, o aniversário que comemoram esta semana é um novo tipo de celebração. “Me lembro como se fosse ontem: Katiele e eu na cozinha, com o CBD pronto para ser ministrado. Nós olhamos, calados, ambos com lágrimas nos olhos, o coração batia forte de esperança e expectativa. Essa poderia ser nossa última tentativa de salvar sua frágil vida”, escreveu Norberto ao lembrar a data. De um ano para cá, a energia da casa dos Fischer é outra. Em cada canto, é possível notar a felicidade da família. 

Fonte: www.correiobraziliense.com.br/

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