Denuncias que pedaços de corpos humanos necropsiados no local são descartados na rede comum de esgoto. “O IML de Petrolina é o pior do Brasil. Aqui os pedaços de corpos estão sendo jogados na rede de esgoto porque não há condições de trabalho. O governo do estado é intransigente e opressor dá aumento a outras categorias e não dá a quem precisa”, disse o diretor de planejamento do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), Roseno Neto. Da rede de esgoto, os restos mortais acabam sendo lançados diretamente no Rio São Francisco. “Alguns procedimentos são realizados aqui no chão mesmo, não tem material de perícia e nem luva e muitas das vezes os procedimentos são feitos com facas de modo artesanal e desrespeitoso.
Nós petrolinenses estamos bebendo água contaminada pelo IML, é grande a quantidade de pedaços de corpos e sangue que caem no rio São Francisco”, denunciou. A denúncia foi entregue ao Ministério Público e à Vigilância Sanitária no mês de abril. “Pedimos a interdição do IML, mas até agora não tivemos resposta. Quero frisar que o problema de gestão do IML de Petrolina é muito grave, temos um gestor aqui que é diretor do hospital da Polícia Militar e do IML e fica impossível ele gerir os dois órgãos ao mesmo tempo, portanto temos problemas administrativos também. Isso é caso de saúde pública e precisa ser resolvido”, informou.
Quinta, 10 de setembro de 2015 – Postado por Elismar Rodrigues


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