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10 setembro 2015

Em Ouricuri, cria-se o dia dos Voluntários da Pátria

Foto: Adeladia Lins

Foi aprovado por unanimidade o projeto de lei de 012/2015 de autoria do vereador Elias Mendes (PSDB) que introduz o dia dos Voluntários da Pátria junto ao calendário oficial de festividades do município.

Esse projeto é um reconhecimento aos nossos soldados que foram defender o nosso Ouricuri e a nação, mas, são esquecidos. Precisamos lembrar destas pessoas e valorizar a nossa história. Fica aguardando a sanção do prefeito e assim o dia 25 de agosto dia do soldado fica criado o dia dos voluntários da Pátria disse o edil.

Lembrando de que temos uma emissora de rádio e uma praça com o nome “VOLUNTÁRIOS”, Elias disse que ficava triste, que os Ouricurienses deveriam ser mais sensíveis em manter o que já tinha na cidade, citando um busto que ficava na praça. "Vamos lutar pra não deixar morrer a nossa história concluiu Elias Mendes". As informações são do Blog do Edy Vieira


Veja a história dos voluntários:

Ouricuri-PE: Os revoltosos (Coluna Prestes) 
Fonte:Lvro"Ouricuri:História e Genealogia", Raul Aquino, 1982.

Algumas caravanas político-militares, precursoras da Revolução de 1930, passaram por Ouricuri demandando aos estados da Bahia, Piauí ou Ceará. Essas caravanas viajavam em caminhões e aqui paravam em busca de alimentos o que conseguiam através do Coronel Anísio Coêlho, chefe político local. Passavam e eram esquecidos, enquanto a vida da cidade permanecia na sua tranqüilidade. Isto entretanto, não aconteceu com a Coluna Prestes que permaneceu na memória do povo com o nome de Revoltosos, sem qualquer ligação ao nome dos seus chefes e face ao comportamento irregular de alguns de seus integrantes, em detrimento da reputação dos seus comandantes . Andavam em cavalos ou a pé.
 
O povo de Ouricuri se alarmou ao tomar conhecimento da aproximação da Coluna, temendo vexames e sem confiar na manutenção da ordem, resolveu abandonar a cidade, refugiando-se nos campos. No dia 09 de julho de 1926, a Coluna dava entrada na cidade, encontrando-a deserta e todos os prédios, fechados. Com a intenção de amedrontar e consequentemente desviar a rota dos revoltosos, o delegado de então, Sr. Hildebrando Damascena Coêlho, acompanhado de 04 soldados, do cidadão Lídio Marinho Falcão, genitor do ex-deputado federal e governador de Alagoas, Muniz Falcão e de Pedro Lacerda que dispunha de 08 capangas, ocuparam a torre da Igreja Matriz, dispararam suas armas contra os revoltosos que imediatamente tomaram posição de ataque e responderam com maior potência de fogo. Jorge Amado em “Vida de Luiz Carlos Prestes. O Calheiro da Esperança”, transcreve no diário de combates, o seguinte tópico: “Ouricuri em Pernambuco, 80 homens da polícia pernambucana contra 80 da Coluna. Destroçamento da polícia”. Há engano de quem fez a anotação, porque apenas 15 pessoas entre civis e militares tentaram resistência em Ouricuri. Foi um episódio rápido em que os defensores da cidade, logo reconheceram ser inútil o sacrifício e resolveram fugir. Na hora da fuga, o soldado Francisco de Paula, dirigiu-se a cadeia para soltar dois presos que lá se encontravam e ao afastar-se, possivelmente por estar doente dos olhos, atrapalhou-se e portanto seu fuzil, dirigiu-se em direção da própria Coluna que já havia ultrapassado o açude da Nação, nas proximidades da cidade, sendo fuzilado no local onde, atualmente está construído o Colégio São Sebastião. Outra morte neste dia, o da viúva de Francisco Brasil, já idosa e doente, sem condições físicas de fugir. No momento do tiroteio, seu filho José Brasil e o enteado João Evaristo, colocaram a velha numa rede atada a um caibro para condução ao ombro. Seguiam em direção da fazenda Capim Grosso e já na estrada o caibro quebrou-se e com a queda a velha morreu.
A tropa entrou na cidade entre 08 a 09 horas. O estado Maior da Coluna abrigou-se à sombra de um juazeiro às margens do barreiro de Manoel Bahia, aterrado e logo construída a residência de um vereador, José Patu Sobrinho. O restante da tropa espalhou-se pelas ruas a procura mantimentos, matando porcos, galinhas, bodes e arrebentando portas de residências e de casa comerciais, praticando roubos. Não era evidentemente intenção desses revolucionários provocar desassossego em pequenas comunidades, mas, alguns deles concorreram para a má impressão deixada, inclusive de conseqüências desastrosas para os comerciantes de Ouricuri.
O comandante Luiz Carlos Prestes era cortês, e, talvez não tomasse conhecimento das atitudes covardes e rudes de alguns dos seus integrantes, mas, sabendo da prática desonesta de um dos integrantes, que agrediu a esposa de um cidadão de Ouricuri, castigou-o severamente.
Ao retornarem o percurso em direção ao Piauí, na passagem pela povoação de Olho d’Água, hoje, Nascente, do município de Araripina, uma mulher da Coluna teve uma criança e não podendo conduzi-la, entregou a uma famíla ali residente. O menino cresceu e ainda vive conhecido por João Revoltoso, sem saber o nome dos pais.
As informações são do blog Adeladia Lins

Quinta, 10 de setembro de 2015 – Postado por Elismar Rodrigues



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