Salário mínimo deve subir 50% menos no segundo mandato de Dilma - Expresso Notícia Brasil

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09 janeiro 2015

Salário mínimo deve subir 50% menos no segundo mandato de Dilma

  

Com a decisão de manter as atuais regras de reajuste, o ritmo de valorização do salário mínimo deve cair em mais de 50% do primeiro para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Entre 2011 e 2014, o mínimo foi elevado em 2,9% ao ano, em média, acima da inflação –uma taxa já modesta se comparada às dos governos Lula e FHC.
Como a política em vigor vincula os ganhos à expansão da economia do país, a conjuntura desfavorável resultará em um aumento em torno de 1,2% ao ano entre 2015 e 2018, de acordo com as projeções mais consensuais no mercado.
Nesse cenário, a alta real do mínimo nos dois mandatos de Dilma dificilmente ficará muito acima dos 2%, em média, ante 4,7% no período de FHC e 5,5% no de Lula. Em valores de hoje, é como se o piso salarial subisse dos atuais R$ 788 para R$ 807 dentro de três anos –o valor nominal, obviamente, será maior, devido à inflação.
Os cálculos não dependem de muita futurologia: a fórmula de reajustes, adotada desde o segundo governo Lula, estabelece ganhos equivalentes ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes, além da correção da inflação. O aumento do próximo ano, portanto, será equivalente ao crescimento do ano passado. Há poucas dúvidas sobre a taxa, que deve ser algo entre 0% e 0,2%.
As perspectivas para a variação do PIB neste ano, que determinará o reajuste do salário mínimo em 2017, também não são objeto de grande divergência. As expectativas dos analistas, em tendência de queda, estão hoje em 0,5% –e o governo não tem encorajado maior otimismo.
Afinal, os juros do Banco Central estão em alta para esfriar o consumo e a inflação (que está perto do teto da meta, de 6,5%), enquanto os ministérios da Fazenda e do Planejamento preparam cortes de gastos e, provavelmente, elevações de tributos.
As dúvidas e esperanças se limitam, assim, ao desempenho econômico de 2016 e o aumento do piso salarial no último ano de Dilma. Atualmente, espera-se uma ligeira recuperação, com expansão do PIB de 1,8%. DISSONÂNCIA

Sexta, 09 de Janeiro de 2015 - Postado por Elismar Rodrigues

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