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08 janeiro 2015

Governo federal atrasa complementos da transposição e cria dívidas

Obra começou em 2007, deveria ter saído em 2012 e hoje é esperada para 2016 / Guga Matos/ JC Imagem
Obra começou em 2007, deveria ter saído em 2012 e hoje é esperada para 2016 / Guga Matos/ JC Imagem
Obra começou em 2007, deveria ter saído em 2012 e hoje é esperada para 2016

O vídeo da campanha é fácil de encontrar: a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula posam ao lado do que seria a transposição das águas do Rio São Francisco funcionando. Não bastasse a transposição estar longe do fim, dois meses após a campanha a gestão Dilma acumula decisões e erros que só atrasam ainda mais o dia em que as famílias pernambucanas serão de fato beneficiadas pela megaobra. O governo federal parou de mandar dinheiro para um importante complemento da transposição, a Adutora do Agreste. A obra travou e fechou 2014 com R$ 75 milhões em atraso. Além disso, na última segunda-feira o Ministério da Integração Nacional adiou – de novo – a licitação da mais importante conexão entre a transposição e Pernambuco, o Ramal do Agreste.

No imaginário popular, a transposição sozinha resolveria a seca no interior. Não é assim. A obra é formada por dois grandes canais e dezenas de reservatórios. Túneis, pontes e imensas bombas vão ajudar a água a correr pelo interior, saindo de Pernambuco rumo à Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

No geral, contudo, a transposição é como a tubulação de água que passa pela rua: cada casa ou prédio precisa das próprias ligações e encanamentos internos, para usar a água.


Em Pernambuco, a ligação com a transposição é o Ramal do Agreste, um canal para levar água de Sertânia até Arcoverde, onde começam os “encanamentos internos” do Estado, a Adutora do Agreste, conjunto de 1.100 quilômetros de tubos para levar a água a 68 cidades.

A transposição deveria estar pronta desde 2012, a um custo de R$ 4,5 bilhões. Ela subiu para R$ 8,2 bilhões e, após vários atrasos, ficou para janeiro de 2016. Mesmo assim, parece óbvio, se a transposição começou a ser construída em 2007, sua ligação com Pernambuco, o Ramal Agreste, avaliado em R$ 1,3 bilhão, já deveria estar em obras há muito tempo. Mas as licitações, ano a ano, esbarram em questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) e de várias empreiteiras.

Em abril passado, antes das eleições, Dilma festejou o lançamento de um dos muitos editais do Ramal do Agreste, em Serra Talhada. O edital foi muito questionado. Em 3 novembro, o governo cancelou a licitação, para dias depois lançar um novo edital, com previsão de entrega de propostas para ontem. Mas na última segunda-feira, após mais questionamentos, a concorrência foi adiada para o dia 10 de março.

O eterno impasse do Ramal do Agreste não diminui os problemas dos “encanamentos internos” da transposição em Pernambuco, a Adutora do Agreste. A obra é executada pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). A estatal assumiu o conjunto de tubulações, de mais de R$ 2,3 bilhões, maior obra hídrica do Nordeste depois da própria transposição, mediante um acordo com o Ministério da Integração Nacional, que fechou convênio para enviar à Compesa R$ 1,386 bilhão. PEnotícias

Quinta, 08 de Janeiro de 2015 - Postado por Elismar Rodrigues

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