O
ato cometido pela família Civita em sua mais recente edição não merece
outra qualificação. Trata-se de um atentado à democracia brasileira. Um
crime. Uma tentativa escancarada de golpe.
A dois dias da eleição presidencial,
a Abril faz circular uma edição em que a presidente Dilma Rousseff, que
lidera as pesquisas Ibope e Datafolha já fora da margem de erro, é
acusada de comandar um esquema de desvios na Petrobras.
Assinada pelo repórter Robson Bonin,
a reportagem já principia com uma explicação, que é quase um pedido de
desculpas pelo crime:
A Carta ao Leitor desta edição
termina com uma observação altamente relevante a respeito do dever
jornalístico de publicar a reportagem a seguir às vésperas da votação em
segundo turno das eleições presidenciais. “Basta imaginar a temeridade
que seria não publicá-la para avaliar a gravidade e a necessidade do
cumprimento desse dever”. VEJA não publica reportagens com a intenção de
diminuir ou aumentar as chances de vitória desse ou daquele candidato.
Feita a explicação, parte-se para a
reportagem em si sobre o depoimento de um doleiro, que já foi negado por
seu próprio advogado (leia mais aqui).
Lá pelas tantas, eis o que diz o
repórter: “O doleiro não apresentou – e nem lhe foram pedidas – provas
do que disse. Por enquanto, nesta fase do processo, o que mais interessa
aos delegados é ter certeza de que o depoente atuou diretamente ou pelo
menos presenciou ilegalidades”.
O que mais é preciso dizer?
Nada.
Simplesmente, que a família Civita
cometeu um atentado contra a democracia brasileira, com a intenção se
colocar acima da vontade popular, estimulando seus colunistas raivosos a
já falar em impeachment, caso a presidente Dilma Rousseff confirme sua
vitória no próximo domingo. (247)


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Mateus 7
1-Não julgueis, para que não sejais julgados. 2-Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós. …