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18 janeiro 2015

Falta d'água faz preço de caminhão-pipa chegar a R$ 3.500 no Rio de Janeiro

Moradores de Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá e Vargem Grande, na Zona Oeste, sofrem com o desabastecimento de água desde a última quinta-feira (15), quando a Cedae começou um reparo na Adutora Urucuia-Barra, uma das tubulações que abastecem esses bairros. O prazo inicial para a conclusão da obra era de 14 horas, mas, até este sábado (17), muitas residências ainda estão com as caixas d'água vazias. O problema ocorre, ainda, em Curicica, onde moradores da Rua Herculândia, por exemplo, estão na seca há um mês. Há registros de desabastecimento também no Alto da Boa Vista.

A falta d'água decorrente do conserto acabou por inflacionar o mercado de caminhões-pipa da região. Administrador do condomínio Villa Borghese, na Barra, Cláudio da Conceição conta que uma das empresas de caminhões-pipa com as quais ele entrou em contato chegou a cobrar R$ 3.500 por um carro de 20 mil litros.


— Como ainda não conseguimos nenhum caminhão-pipa da própria Cedae, tentamos com empresas privadas, mas os preços estão absurdamente altos. E mesmo se pudéssemos pagar R$ 3.500, teríamos que entrar numa fila de espera e aguardar 24 horas para sermos atendidos, de tão grande que está a demanda na região — afirma ele, à frente da administração de 528 apartamentos.

Segundo Cláudio da Conceição, todos os moradores do condomínio estão fazendo racionamento, sem usar a área de serviço e pressionando a descarga dos banheiros o menor número de vezes possível.

Síndica do condomínio Saint Germain, também na Barra, Tereza Mestrinho tem relato semelhante. Ela afirma que já foram gastos R$ 7.200 na contratação de caminhões-pipa para o prédio, apenas de sexta para este sábado.

— Conseguimos contratar cada caminhão por R$ 1.200, mas só conseguimos esse preço porque entramos em contato com uma empresa de Duque de Caxias. As empresas da Barra e do entorno não estão conseguindo atender a demana, e, quando conseguem, cobram preços muito altos — reclama ela.

Tereza alega que o problema na região não é pontual, como afirma a Cedae. Segundo ela, o condomínio Saint Germain sofre com escassez de água há, pelo menos, dois meses.

— O normal, para nós, é que a água comece a cair às 3h da madrugada e pare por volta das 9h. No restante do dia, não cai uma gota. Assim, são poucas as caixas que conseguimos encher — conta a síndica, responsável por 224 apartamentos.

Pelo menos quatro lava-jatos nas ruas Baltazar da Silveira e Glaucio Gil, ambas no Recreio, não estão funcionando devido ao desabastecimento de água.

Muitos moradores reclamam também da falta de informação da Cedae. Funcionária do setor de admisnistração do condomínio Porto Seguro, na Barra, Elizabeth Bersch tentou obter informações pelo telefone e pelo site do órgão, mas foi mal-sucedida.

— É mais um serviço precário com o qual a gente tem que lidar. Quem que paga por isso? Sai do bolso da gente, claro — protesta Elizabeth.

A Cedae afirma que o vazamento na adutora já foi reparado e promete que o abastecimento de água será normalizado no domingo. Quanto às reclamações sobre a falta de caminhões-pipa disponibilizados, o órgão alega que os hospitais têm prioridade para esse tipo de serviço. As residências vêm, portanto, em segundo lugar, e apenas os clientes regularizados da companhia, que não fazem "gatos", podem solicitar os caminhões-pipa.

O Globo

Domingo, 18 de Janeiro de 2015 - Postado por Elismar Rodrigues

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